quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia de Espiga


Bom dia de Espiga!

Confesso que, até vir morar para o campo, desconhecia o simbolismo do dia. Mas, agora, até tenho direito a receber o meu raminho de espiga que, segundo a tradição, deverá ser guardado por trás da porta de entrada até ao ano seguinte (isto é que será mais complicado!).

Vejamos então, o que me promete o ramo que o meu filho me ofereceu:

Espiga » Pão - Dá jeito sim, sobretudo se for brioche fatiado para as torradinhas diárias do MM;
Malmequer » Ouro e Prata - Devo dizer que não faz muito o meu género. Se o malmequer me prometer peças da Pedra Dura, assim sim, temos final feliz;
Papoila » Amor e Vida - Venham então ramos inteiros de Papoilas! Amor e Vida fazem muita falta!
Oliveira » Azeite e Paz - Sem dúvida que azeite é a gordura de eleição cá de casa e será sempre bem-vindo. A paz, nem sempre reina, sobretudo nos finais de dia, na hora de ir-para-o-banho-e-despachar-pois-têm-que-ir-jantar-e-depois-lavar-os-dentes-e-ouvir-história-e-ir-para-a-cama-pois-amanhã-é-dia-de-escola! Portanto, venha ela!
Videira » Vinho e Alegria - Devo dizer que não sou fã de vinho, se trocarmos por uma sangria de champagne e frutos vermelhos, aí sim, já nos entendemos! A alegria, essa sim, é fundamental e queremos aos molhos;
Alecrim » Saúde e Força - Fazem sempre falta, mas às mães, perdoem-me, fazem mais! Saúde pois, há que sobreviver no meio de tantas gastroenterites, bronquiolites e hematomas! Força, pois há que dar colo aos filhos até, pelo menos, aos seus 18 anos!

Eu já tenho o meu ramo de espiga! 
E vocês? Assegurem o vosso!


quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Peixe Piu morreu.


O Peixe Piu do Miguel Maria, morreu.
E agora?

Os miúdos estão na escola, e eu estou perante um peixe morto. Confesso que não éramos os melhores amigos, mas estar de frente com a morte não é uma sensação particularmente agradável.
E agora?
Faço um buraco no jardim e enterro-o?
Deito-o no lixo?
Grelho-o?

E o que digo aos miúdos? 
O Peixe Piu foi para o céu?
O Peixe Piu decidiu nadar no mar?
Ai Peixe Piu, Peixe Piu, talvez nunca te tenha dado tanta importância como hoje. E tu, mais esperto do que eu, perante a minha indiferença, decidiste direccionar-me para ti, e morreste.

Existe algum episódio do Ruca em que a Mãe lhe explique porque morrem os Peixes?
Vou à Box, às gravações automáticas, procurar soluções.
Se tiverem sugestões, fico grata. 

Peixe Piu, morreste e tramaste-me.


terça-feira, 7 de maio de 2013

"Crocantes de Chocolate e Granola"


E porque, Do fundo da Barriga, não vieram só os meus Bebés, mas também o meu enorme gosto pela cozinha, deixo-vos a minha receita de Crocantes de Granola, que fiz ontem. O MM adora!

Espero que gostem!
"Crocantes de Chocolate e Granola"




ADORO! São um excelente snack para meio da manhã (ou, vá, para todo o dia :-)).

Vi na televisão uma receita do fantástico José Avillez de Bolachas de Cereais, e resolvi adaptar, utilizando a granola quetinha feito. Resulta, desta forma, numa combinação deliciosa de Cereais e Chocolate.

Ingredientes
200gr de Chocolate
170 gr de Granola (ou apenas Corn Flakes)
Flor de Sal (q.b.)
Pimenta Rosa (q.b.)

Preparação
1. Derreter o chocolate em banho-maria.
2. Envolver o chocolate em metade da granola (ou dos Corn Flakes). Acrescentar os restantes.
3. Sobre papel vegetal, deitar colheradas desta mistura, dando-lhes a forma de Bolacha (vá, sejam criativos!).
4. Temperar com Flor de Sal e Pimenta Rosa.
5. Levar 30min ao frigorífico.
6. Comam-nas! Acompanham lindamente com um iogurte de frutos vermelhos.

Nota: Granola é uma mistura de Cereais que são torrados no forno. É uma alternativa mais saudável para aconchegarmos o estômago nos intervalos entre refeições. Em breve deixo-vos a minha receita.

Bom apetite!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estrelinha, estrelinha. Onde andas, estrelinha?


Estivemos lá fora à procura de estrelas cadentes (isso, ou o MM nunca mais cedia em adormecer).
Afinal, onde andarão elas? Por aqui, só as luzes da aldeia e o brilho nos olhos dos petizes, que por elas procuram.

Até cantei.
"Estrelinha, estrelinha, anda cá;
Vem chega depressa.
Que os meninos vão p'ra lá,
E já estão cheios de pressa."

MM: "Para lá, para onde Mamã?"
Eu: "Para a caminha."
MM:"... Hummm... Deixa estar, elas demoram um bocadinho."

E eu continuo:
"Estrelinhas, como é?
Estou a ficar de cabelos em pé.,
Nem vocês aparecem,
Nem as crianças adormecem!"

Boa noite e apanhem muitas estrelas cadentes!


O melhor do Dia.

O melhor, do meu Dia da Mãe.

Dia da Mãe. A sério?!

No Dia da Mãe celebra-se a maternidade.

As prendas foram uma ternura. Uns brincos maravilhosos de biscuit feitos pelo MM. E uma caixinha de biscoitos pintada com os dedinhos da MT. A complementar, muitos beijinhos, muitos abracinhos e palavrinhas doces de se ouvir.

Tudo lindo.
Até que a Mãe pensa que, se é dia da Mãe, vamos fazer coisas giras com a Mãe!

Bairro do Panda
Foram cerca de 2h30 de histeria. A excitação natural de se estar NO Bairro do Panda, empolada pelo efeito de massa de mais 2.534 crianças ao rubro. Os miúdos divertiram-se imenso no rol de actividades giras: pinturas faciais, teatrinho, desenhos na parede, piscina de bolas, insufláveis e Concerto da Banda do Panda. Miúdos em êxtase. Pais com cara de alucinados a tentarem manter a pose, enquanto gritavam "João Manuel sai JÁ do insuflável!!!" - enquanto os miúdos (meus incluídos) ignoravam, cheios de pinta, o desespero de Pais e Avós.



Hora do Conto | To be Kid


Não satisfeita com a tareia que levara no Bairro do Panda, decidi que no Domingo ainda iríamos ouvir Estórias. E, desta feita, fomos ao To be Kid. Entrámos e os miúdos meteram-se logo à vontade, muito à vontade (me-do). A verdade é que o  espaço a tal incita. Cheio de cor e brinquedos divertidos que não deixam nenhuma criança indiferente. Escutámos o primeiro conto. Tudo impecável, miúdos sossegados. Escutámos o segundo conto. MM a encher-se de entusiasmo e a participar (mesmo quando não devia) nas interacções do conto. MT a levantar-se do lugar e passear pela sala... Chegámos ao terceiro e último conto. MM ainda na sala, e muito satisfeito (adorou!). MT já fora da sala em fase de exploração do território.

Depois dos contos, tivemos a oportunidade de (Mães e Filhos) fazermos flores em papel. Uma técnica giríssima e um resultado adorável. MM, uma vez mais, empenhado na sua tarefa. MT a tentar alcançar qualquer objecto que lhe surgisse à frente. Trás-páz-catra-páz!! Brinquedos a cairem! Ok, estava na altura da partida. MT aos gritos, pois não se queria vir embora. Mãe a sentir que os presentes já me olhavam com olhar de piedade. Ok, urge mesmo sair! 

Obrigada, adorámos mas está na hora. Fomos!

Mais informação: http://tobekid.com/

Nota 1 (e MUITO importante): Não levar a MT a qualquer tipo de actividade que ocorra durante a tarde, sem que tenha dormido a sesta. Nunca mais.

Nota 2 : Para o ano, o Dia da Mãe vai ser mesmo da Mãe. Prendas, beijinhos e SPA!


domingo, 5 de maio de 2013

Porque é Dia da Mãe.


Há 4 anos comecei este Blog porque me apeteceu.
Parei de escrever, há precisamente um ano, porque me apeteceu.
Hoje volto a estar aqui. Porque me apetece.

Mas nem só de tamanho pragmatismo se rege a minha vida. Tenho muitos paradoxos. E, se sou tão pragmática, também sou tão piegas. E, hoje que se celebra o Dia da Mãe, desfrutei ao máximo dos meus filhos. Amei-os, brinquei com eles, observei-os. Mas, de algum tempo para cá, tenho sentido falta deste espaço que, de alguma forma, também é um filho meu. E decidi voltar a abraçá-lo. 
Porque assim, o meu Dia da Mãe, termina ainda mais feliz.


*Obrigada pelas mensagens recebidas ao longo deste último ano;
** Um ano permitiu também que o Blog se modernizasse, e agora está também no Facebook;

Obrigada!

domingo, 6 de maio de 2012

A mais antiga profissão do Mundo.



Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=RoQ1iYREvgI&sns=fb

É tão isto. Estamos nos bastidores, para que eles possam brilhar sempre, cada um à sua maneira.
Este vídeo valoriza aquele que é muitas vezes um esforço invisivel, o melhor, mas mais dificil trabalho de uma mulher, o ser Mãe.

Quando entramos de licença de maternidade, dizem-nos: "Ricas férias", se abdicamos de uma carreira, criticam-nos: "E agora não fazes mais nada?....". Eu sou Mãe e limpo narizes, seguro testas durante vómitos, administro seringas de soro, sofro anos de privação de soro, meto as mãos no cocó, desinfecto feridas, canto sem saber cantar, choro em silêncio, deixo de almoçar só para marcar presença naquela bancada da natação, passo horas nas urgências do hospital, escondo os males do mundo, monto um mundo melhor, seguro com o braço e seguro com a perna ao mesmo tempo, multiplico o meu amor, racciono o meu dinheiro, invento, reinvento-me, exaspero de cansaço. E há quem denomine isto de férias ou desocupação. E nós, mães, encaixamos e seguimos em frente. E ainda acrescentamos trabalho, compromissos sociais, gestão doméstica e matrimonial.

Se não fazemos nada? Não, ao que faço não lhe chamaria nada, Chamo-lhe sim, criar Estrelas. E mesmo que um dia, não brilham para ninguém, nem onde desejariam ou deveriam brilhar, fica a certeza de que a minha vida iluminaram sempre, e eu dormirei em paz.
 
Feliz dia da Mãe a todas!
Cheias de xixis, cheias de iogurte no cabelo, mas cheias de dignidade e alegria na vida a criar os vossos "atletas".

quarta-feira, 14 de março de 2012

Update telegráfico.

Estamos bem. Stop.
Ou melhor, "vai-se andando" (existem coisas que correm menos bem, portanto há que prevenir que venham por aí mais!). Stop.
A obra está na recta final. Stop. Chatices. Stop. Imprevistos. Stop. Grrrrrrr's! Stop.
Já temos cadela. Stop.
Está a dar muito mais trabalho (a todos os níveis) do que estava previsto. Stop.
A relação dela com o MM não está a ser cor-de-rosa como seria expectável e isso está a ser uma preocupação. Stop.
A Teresinha está novamente com refluxo gástrico. Stop.
Entre Miúdos, Obra, Cadela, Bolos e Projectos IT, deito-me lá para as 02h. Stop (zzzzzz).
Portanto, como se pode ler, "vai-se mesmo andando". Stop.
Mas estamos todos vivos! Stop.
E isso é que importa e por isso vim dar notícias. Stop.
Os deveres chamam-me e lá vou eu.
STOP.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ele conta os dias.



Todos os dias, ao acordar, este meu senhorinho vai buscar o iPad, selecciona o Calendário e, ansiosamente, conta os dias que faltam para ir buscar o "nosso cãozinho". Depois, com os olhos brilhantes, diz-me "Mamã, mamã, já só faltam poucos dias!".

_______________
E o meu medo é que aconteça algo que impeça este encontro. Estamos numa das semanas "-" da Teresinha e, se piorar, posso mesmo ter que cancelar a viagem (é que teremos que fazer muuuuuuuuuitos quilometros para ir buscar o próximo membro da família). E o desgosto seria irremediável.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Muitos mais braços têm as Mães.


Já comprei a casa do cão. Já comprei a mega caixa transportadora (para cães de "raças gigantes"). Já comprei a cama. Já comprei coleira, trela, bola e corda de roer. Já comprei 15 Kg de ração.

E comprei tudo hoje!
E comprei tudo hoje, com o MM.
E comprei tudo hoje, com o MM, e com a MT.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, e em três horas.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, em três horas, e parei para o MM fazer xixi.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, em três horas, parei para o MM fazer xixi, e depois parei para mudar a fralda à MT.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, em três horas, parei para o MM fazer xixi, depois parei para mudar a fralda à MT, e depois parei para dar lanche aos miúdos.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, em três horas, parei para o MM fazer xixi, depois parei para mudar a fralda à MT, depois parei para dar lanche aos miúdos, com um numa mão, a outro no carrinho na outra mão, numa mão invisivel que não sabia ter, um carrinho de compras e, basicamente na cabeça, o tabuleiro com o lanche.
E comprei tudo hoje, com o MM, com a MT, em três horas, parei para o MM fazer xixi, depois parei para mudar a fralda à MT, depois parei para dar lanche aos miúdos, com um numa mão, a outro no carrinho na outra mão, numa mão invisivel que não sabia ter, um carrinho de compras cheio e, basicamente na cabeça, o tabuleiro com o lanche, e fiz várias piscinas para o carro para conseguir encaixar tudo, e tive que reestruturar o carro para não deixar nada/ninguém de fora. E com eles. E com tudo.

Chegaram até aqui? Cansados?
Também eu.
A maternidade é uma espécie de adrenalina que nos dá poderes que até então desconhecíamos. No meu caso, posso testemunhar que multiplica braços.
Agora vou ali desmaiar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

17, do que a vida melhor contém.



A Teresinha faz hoje (mais precisamente às 14h10), 17 meses.
E tanto haveria para escrever, sobre tudo o que esta criança me tem dando ao longo destes 17 felizes meses.  E é tão bom quando a felicidade não nos cabe nas palavras que a vida nos ensinou, e as ultrapassa. E a maternidade é um desses raros casos de felicidade indescritivel.

E, pelo exposto em cima, para marcar a data, não vou escrever sobre o que eu sinto, mas sobre o que tu és, Teresinha, como tu és, pois tu sim mereces o protagonismo.

És uma menina, acima de tudo, doce. Adoras carinho, manifestações deste. Beijos ao Pai, beijos ao mano, beijos lambuzados, doces e mimosos, a mim. Adoras que te dê beijinhos nos pés quando te mudo a fralda. Se me esqueço, relembras-me e balanças a perna no meu sentido com um sorriso sedutor.

És extremamente ágil e desembaraçada. Compreendes tudo o que te dizem, mesmo instruções com referência a acções, objectos e locais na mesma frase. Surpreendes-nos constantemente com tamanha perspicácia.

Não dizes muita coisa perceptível a todos, mas és uma comunicadora nata. Que se entenda, dizes: "Olá", "Mamã" (que sou eu e o Pai (!)), "Biáuuu" (Miguel), "Am, dã, tês" (1,2,3 com sotaque françes) e "Obiá" (Obrigada).

A tua brincadeira preferida é passear a botas cá de casa. Todas as de cano alto, e andar com elas da sala para o quarto, deste para o corredor, arrumá-las, dessarumá-las e olhá-las. Tens um fascínio por botas (o que até consigo compreender lindamente...).

O teu local de eleição, em casa, é a minha máquina de ginástica. É lá que te sentas para ver desenhos animados, é para lá que vais logo que chegas a casa, inclusivamente é lá que, com efectivamente muita ginástica, te tentas deitar e descansar.

Se precisas da minha atenção e tens dificuldade em consegui-la recorres ao golpe fatal: "Dó, dó", franzes o sobrolho e esticas o dedo, a jeito de quem se magoou muito.

Adoras piscar o olho ao teu Pai, e desafiá-lo quando sabes que fazes o que não deves.

Encantas-te com as gargalhadas do Mano e não dispensas uma corrida com ele, sempre precedida do "Am, dã, tês".

Namoras constantemente comigo. Encostas a tua cabeça à minha e sugeres-me beijinhos na testa, no nariz, nas bochechas. Encostas o teu nariz ao meu e, com uns olhos brilhantes, sugeres que me adoras. Encostas a tua boquinha rosada à minha, fazes-me festinhas pelo cabelo e sugeres que me amas.

E eu a ti.
Gosto-te, Adoro-te, Amo-te, minha Teresinha. Tanto. Tanto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cruzado, mas pouco.


"Mamã, gosto muito de estar assim mascarado, mas não gosto nada de estar nesta confusão, cheia de gente. Vamos embora?...".

Pouco dado a Carnavais, este meu adorável Cruzado.

Pequenos Artistas.


Ontem foi assim, a minha manhã.
Sorridente, deliciosa e cheia de ternuras partilhadas.
Ensinei os pequeninos a fazer bolinhos, e eles ensinaram-me a ficar ainda mais feliz.
Se eu fosse rica, todos os meus dias seriam assim.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pais fora, dia de borga na casa.


Agora que o meu estilo de vida me permite, muitas vezes, estar em casa em horário peak dos Pais, passei a crer seriamente no ditado popular "A ignorância é santa"... e só vos digo, não queiram saber o que os vossos filhos adolescentes fazer na vossa ausência. E sim, precisamente nesses períodos de tempo em que supostamente estão no liceu... Pois.

E sim, também eu já fui adolescente.
Mas os tempos são outros, ah pois são.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Determinação.


Se existisse uma só palavra que caracterizasse o meu filho nos últimos dias, essa palavra seria Determinação.

Isto é para ti, Miguel Maria.

Faz hoje uma semana que me ouviste falar ao telefone, estava eu a ultimar os detalhes para o encontro com a actual dona do muito provável próximo membro da família. No fim, questionaste-me "Vamos mesmo ter um cãozinho, Mamã?". Confirmei.

Momentos depois, estava eu na cozinha, quando entraste e num tom muito sereno, me abordaste: "Mamã, já não vou usar chuchinhas. Vou guardar todas num saquinho e dar ao nosso cãozinho.".
Eu ainda pensei não ter entendido bem. Parecia que o que dizias não fazia sentido pois estava absolutamente dessintonizado da realidade que eu conhecia: eras um menino muito dependente das chuchas para adormecer, inclusivamente dormias com alguns pares delas pois tinha o vício (que eu achava encantador...) de ir revezando as chuchas durante a noite. Quantas dezenas (centenas?) de noites me sentei á beira da tua cama, sem fazer barulho para não te acordar, e só a observar este teu movimento. Por outro lado, já há algum tempo que eu e o teu pai te andávamos a abordar para deixares as chuchas, porque estava crescido, porque poderia fazer mal aos dentinhos, porque tínhamos a certeza que serias capaz. Mas nunca insistimos nem te forçámos a nada. Sem sucesso. Essa era uma relação de dependência forte. De conforto, de refúgio, de consolo. E por saber que eram tão boas as sensações que tinhas, acabei por abandonar o assunto, com falta de coragem para te ver sofrer.

Por estes motivos, naquele momento, as palavras proferidas pela tua vozinha - segura, tranquila e determinada - pareciam não encaixar na minha cabeça. Ultrapassei o momento de dislexia e logo te apoiei, e motivei, e entusiasmei e tudo que pude para que sentisses como valorizava a tua atitude.

Achei admirável a tomada de decisão e fiquei francamente vaidosa pelo teu gesto, pela iniciativa e nobreza da acção mas, sabia que na "Hora Chucha" voltarias à tua fiel relação. Mas o que tinhas dito, o que tinhas demonstrado ser, já fora o suficiente para me encher de orgulho.

Mas as crianças têm a extraordinária capacidade de nos deixar incrédulos e absolutamente desarmados. Faz precisamente hoje oito dias que tomaste a tua decisão e nunca mais voltaste a usar uma chucha. Estão todas arrumadinhas na tua mochila que escolheste para dar ao cãozinho. Tens sofrido de forma vísivel e visceralmente dolorosa para mim, mas não cedeste. Quase eu te fiz ceder, questionando-te algumas vezes (perante  tua declarada ansiedade) se não quererias uma chuchinha, e sempre rejeitaste alegando que já não usavas chucha e eram todas para o cãozinho. E estão todas ali, à tua mão, acessíveis a uma regra quebrada, a uma batota que virtuosamente não fazes. E sofres. E choras inclusivamente de noite. Mas tens a tua determinação que te move. E tens quatro anos.

E eu duvido que esta fosse/seja uma adicção (pelo menos como o era para ti) menos viciante que o tabaco, o roer as unhas, o chocolate e outros que aprisionam tantos adultos.

E eu estou aqui pequenina, pequenina. Pequenina a vislumbrar a tua grandeza.
Mas estou também grande, enorme. Estou gigante com a certeza que, venhas tu a cometer os erros que cometas na vida, eu e o teu pai te passámos os valores e principios correctos, e hoje, agora, sinto um orgulho de ti, meu filho, que durará até depois da minha vida.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Tu sabes de mim.



MM: "Mamã, vem jogar comigo..."
Eu: "Querido, agora não posso. Vais ter que esperar."
MM: "Agora já não 'dou-te vestidos e 'puxeiras..."

Ele sabe.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sai mais uma Bronquiolite para o quarto da direita!

Em termos de Bronquiolites, esta minha equipa joga na grande liga.
Sempre a marcar pontos.

Sinto que estou quase mais capaz de tratar bronquiolites do que preparar o jantar.


Por qué no te callas?
Por qué no te callas?
Por qué no te callas?
Por qué no te callas?
Por qué no te callas?
Por qué no te callas?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Por qué no te callas?

Português que é bom português, daqueles de gema, dos que vibram com o cantar do hino, dos que defendem as marcas nacionais, daqueles mesmo que dão prioridade ao ir para fora cá dentro e estimular a economia nacional, português deste tipo - e tal como eu sou - não pode vir a um blog anunciar que está tudo bem, e que até está feliz e tal. Não.

Português que é português tem que estar mais ou menos ou ir-se andando. E eu ontem até parecia estar a renunciar um  pouco ao meu nacionalismo advogando o estar tudo bem e não ter nada do que me queixar.

E, para terminar, português que é português, nesta altura do ano tem os filhos doentes. Ah pois. Cheios de tosse, ranho, febre, vómitos e falta de apetite. E como acrescento, ainda tem inundações na cozinha com máquinas de roupa que avariam pela 83ª vez.

Há dias em que mais valia ser Sueca.

domingo, 29 de janeiro de 2012

34.



O que escrever?

Em registo dos anúncios de aniversário do BabyTV (e porque este é estruturalmente um Babyblog): Estou feliz, feliz, feliiiiz, feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz.

E, Obrigada.
Inês.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cozinhar Emoções.


Confeccionar um Bolo não se trata apenas de misturar açúcar, ovos e farinha.
E decorar um Bolo também não se trata apenas de corar pastas e modelar.
A culinária, e o Cake Design em particular, são, para mim, uma alquimia de sabores e emoções. Não se trata apenas de dar a comer, mas sim, de dar a sentir. Se fazemos alguém dar uma rasgada gargalhada, exibir um sorriso inspirador ou chorar de emoção, é porque a receita foi feliz e resultou no melhor sabor.

Marcar a diferença de um momento, fazer alguém sentir-se especial e, no final, ainda lambuzar os dedos de satisfação, é o que me move quando faço um Bolo. Não cozinho apenas ingredientes, tento cozinhar emoções.

Hoje de manhã, ao entregar o Bolo à Rute, senti tudo isto. E foi por isto que escrevi.
Obrigada Rute!


http://www.blogbolomaria.blogspot.com/

*Aproveito e partilho convosco o meu périplo pelo mundo dos Bolos. Finalmente consegui gerir a minha vida para dedicar algum tempo a esta actividade. Não sei se conseguirei continuar a gerir as coisas desta forma pois outros valores se impõem também, mas esforçar-me-ei pois a satisfação é incomparável a outras. Diria mesmo que se trata do meu lado Yang.
Espero que gostem!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

La più bella Ragazza.


Prestem atenção à postura desta menina: embora não dispense brincar com carros e motas, não abdica de ver desenhos animados bem adornada, neste caso, relógio DKNY e pulseira Parfois. O sapatinho de boneca aposto que é um Jimmy Choo da bonecalândia.
É cheia de classe, esta minha filha.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Será uma questão de género? Geração? Ou apenas jeito?


Estamos, os dois, a jogar iPad.
Ele adora que eu o acompanhe nestas aventuras, e eu adoro vê-lo feliz.
O jogo baseia-se em manobras aeronâuticas. Requer precisão e concentração.
Comigo ao comando, os passageiros temem pela vida. De certeza que potencio síncopes e ataques cardio-vasculares. Quando estou no meu melhor, apenas alguns enjoos e tonturas.
Com ele ao comando, as rotas são cumpridas e os alvos meticulosamente focados.
Quem viaja, pode dormir ou desfrutar do passeio.
Eu tenho 33.
Ele tem...4.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Manhãs.

Sobre as mudanças de Vida.


Frias, verdes, espaçosas e cheias de oxigénio.
Assim são as minhas manhãs.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

É meia-noite.

E só agora acabei uma revisão de proposta comercial, e ajustes a um plano de investimento.
A minha amorosa Plataforma Vibratória está ali, a mirar-me, ora com uma postura de sedução, ora de cobrança. A calçada de rua, já me ignora, ou pior, dificulta-me a marcha, perante a minha baixa nas caminhadas/corridas matinais. Há cerca de duas semanas que contabilizo exercício = 0...

Quem disse que trabalhar por conta própria seria facilitismo?
Garanto que os meus dias passaram para 27-29 horas. Garanto.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Retrato de Família.


Estes somos Nós.
Por ordem, o Pai, o Miguel Maria, a Teresinha e a Mãe.
Em cima a assinatura (mi).

Por Miguel Maria, aos 4 Anos.


*Estão todos felizes e eu com um ar desesperado, mas isso agora não interessa nada.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Brigada do balde&esfregona.


Minha querida, daqui a 30 anos não terás igual ar de satisfação, nem verás tanta graça nesses, agora brinquedos, depois objectos de tortura...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estreias.


Porque esta nova vida não se compõe apenas de poder permitir às crianças o conforto do seu sono, e da sua cama, por tantos mais instantes. Trata-se também de aprender coisas novas, meter diferentes conhecimentos em prática e conhecer outras realidades.

Depois de alguns dias seguidos a deitar-me sempre perto das 02h (uma vez que agora os dias são muito, mas muito mais compridos), ontem fiz a apresentação de um projecto, a solo, sem o acompanhamento do meu tutor. Um projecto onde toda a matéria é nova para mim e relativamente complexa.

Senti alguma desconfiança logo de inicio, alguma resistência à novidade (uma vez que não seria por mim que esperavam) mas, com alguma serenidade calculada e a confiança da matéria bem estudada, aventurei-me em demonstrar-lhes que podiam confiar em mim. E apresentei, e falámos, e debatemos e, às tantas rimos, e já conversávamos com alguma proximidade. E passaram-se quase três horas.

E assim foi um momento de estreia. Com toda a ansiedade, receio e adrenalina  que estas implicam, foi assim que decorreu mais uma primeira vez da minha vida. E sinto que correu lindamente. Não sei se o projecto será adjudicado, não sei se outros farão melhor, mas tenho a certeza que dei o melhor de mim e dobrei um dos cabos da mudança.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Luxos de um homem pequenino.

As vantagens de se ter uma Mãe suficientemente louca para trocar a eventual estabilidade profissional pela arriscada (mas tão mais feliz) vida de freelancer.

Cinesioterapia Respiratória.

Hoje foi a primeira de (no mínimo...) seis sessões da Teresinha.
Já não sou estreante  na lide pois o Miguel Maria experimentou a terapia algumas vezes. E foi mau, na altura. Mas, desta vez, foi muito pior. O facto de a Teresinha ser mais crescida (do que ele era quando as fez), dá-lhe outra percepção do espaço, dos objectos e dos movimentos. Acresce impressionismo. Tem mais força e maior capacidade de reacção. Acresce resistência.
Sei que é necessário e os benefícios são quase instantâneos. Sei.
Sei que é preferível esta medida a mais uma dose de antibiótico. Sei.
Mas vejo que a minha filha hoje adormeceu desfigurada de tanto chorar, gritar e espernear.
E eu sinto-me como se tivesse sido apanhada por dois camiões TIR.
E pensar que amanhã, e depois, e depois, e depois, e depois voltamos lá, estilhaça-me.
Mas sei que é para o bem.
Sei e lá estaremos.
Mas sinto-me atropelada, pois. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sol de Inverno.


Que Sol magnífico para a família ir ao parque.
Brincar e derreter espirros e tosses que por cá andam hospedados.

*Isto e a constatação - feliz - que exorcizei rapidamente o espírito do Post anterior.

Constatações infelizes.

Sentires que desceu em ti o verdadeiro espírito de doméstica quando acordas, constatas o belíssimo dia de sol que te entra pela casa dentro, e imediatamente te ocorre:

- "Que dia fantástico para fazer as imensas máquinas de roupa que tenho em atraso!!!".

Das duas, uma:
- É o efeito da idade a apoderar-se de mim (este pensamento, há três anos atrás, seria bizarro);
- É o efeito da troika, e a a obrigatória maior necessidade de dedicação a tarefas domésticas.
Ambas, miseráveis.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Esta sou Eu.


Moldada a preceito pelas mãos do meu doce filho.
Vejo um mundo florido.
Oiço o que quero.
E as minhas pernas levam-me onde quiser.

Adorável, meu Amor.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Facebook e era uma vez uma vida tranquila.

Pessoas modernas, tecnologicamente instruídas e praticantes, esclareçam-me:
Existe vida pessoal depois de entrarmos no Facebook?
SIM? É que aqui a info-excluída apenas hoje deixou (quase involuntariamente, registe-se) de o ser e, na realidade, quase me sinto engolida por tamanha agitação social...
Em duas horas quase fiz a volta à árvore geneológica e mais uns conhecidos distantes, que já previa desconhecidos.

Pessoas modernas, tecnologicamente instruídas e praticantes,
Eu sou uma menina de blog. Recatada. Mudei-me para o campo.
Copinho de leite, portanto.
Tende calma, se não atender aos vossos likes, comentários e notificações que gentilmente me possam endereçar. Eu também gosto de vocês (embora vos tenha, até à data demonstrado de formas mais grosseiras), mas chego lá.

O Kremlin perante o Facebook, é um mosteiro de claúsura.
É tudo o que me ocorre.
Tenho ali um "Gosto" a piscar, tenho que ir!

Fui aos Saldos.



E voltei muito satisfeita. A minha carteira pesa o mesmo.
E voltei muito ressabiada. Andarão a esconder a roupa gira em alguma outra parte do mundo?...




sábado, 31 de dezembro de 2011

2011. 2012.

A passagem do ano não eleva em mim um espírito de renovação, nem uma febre de novas resoluções. Trata-se somente da alteração de um dígito.

Porém, devo destacar que no período relativo aos 365 dias que 2011 contemplou, a minha vida sofreu uma série de alterações:

- A possibilidade de ter que alterar a estrutura famíliar (durante muitos dias do mês);
- A possibilidade de nos mudarmos para outro país;
- A efectiva alteração em termos de rotinas/estrutura familiar;
- O meu filho que parte a clavícula;
- A possibilidade de alterar a minha vida profissional;
- O meu filho e a minha filha com Varicela;
- A efectiva rescisão com a minha antiga actividade profissional;
- A minha filha que começa a andar;
- A implementação da pratica das prioridades da minha vida;
- A decisão de não ter mais filhos e dar a melhor qualidade de vida a estes dois, e a nós, como casal;
- A dedicação a novos projectos, profissionais e pessoais.

Se, no ínicio do ano, estas considerações me ocorreriam? Nunca.
Se, no final do ano, estou feliz ?  Muito, muito mais.

Para 2012, desejo somente que tudo o que teve início em 2011, tenha um percurso feliz.
A todos vocês que por aqui passam, desejo-vos felicidade.
Em todas as mudanças de dígito.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Polegarzinho.


Este dedo é Doce.
Meigo.
Pequenino. Roliço.
Quentinho.
É de algodão.
Sabe a chocolate.
É cor-de-rosa.
Cheira a chá de jasmim.
Este dedo é um Amor.
Do meu Amor.
E um bocadinho meu.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

5 Kg

De pura satisfação.
Existem vantagens em ter um marido que praticamente vive entre-aeroportos.

O pequenino é o que se vende por cá.
O grande, é o meu!
5Kg.


E a oposição que não se manifeste. Se ele achou por bem oferecer-me tal deleite, é porque me acha capaz de dar seguimento ao serviço, sem comprometer ancas&coxas.

São 16h40?
Está na hora do lanche!
Fui.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Moderação.


Moderação foi a palavra de ordem deste Natal. E, sem margem para dúvidas, estamos todos felizes.
As regras foram cumpridas:

- Respeitar o plafond determinado por PAX;
- Oferecer apenas uma prenda a cada um, com excepção para as crianças (mas também esta alínea com regras);
- No caso de casais com filhos pequenos, aplicar o plafond apenas às crianças e aos pais oferecer algo simbólico (é polémico e eu prórpia me reservo algumas dúvidas sobre este tema uma vez que os pais não devem perder a personalidade e o direito aos benefícios apenas por terem filhos mas, em situação de contenção e necessidade de escolha, qualquer pai/mãe abdica dos seus direitos a favor das crianças)  e, nestes casos, o aniversário será a oportunidade para compensar;
- Para as crianças, abrir a excepção para duas oferendas.

Vantagens:

1. Controlo financeiro vs descontrolo frenético de consumismo (mal do qual já padeci desenfreadamente...);
2. Maior valorização Daquela prenda;
3. Menor dispersão por parte das crianças que passam a receber meia dúzia de presentes (em vez de dezenas) e acabam por os valorizar muito mais e ter realmente tempo para apreciar cada um;
4. Fomentar a cultura de orientação para as pessoas e não para os embrulhos, etiquetas e talões. 

E foi um Natal recompensador.
Conto, determinantemente, para o ano repetir a política.


Espero que o vosso Natal, com ou sem excessos, tenha sido igualmente recompensador e memorável!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Constatação.



É tão bom quando fazemos uma Formação sobre algo que nos dá naturalmente prazer, e não apenas porque devemos fazer. Uma maratona de 10 horas de Formação por dia chega a saber a pouco, por nos saber tão bem.

Esta é uma constatação que não nos leva à fortuna. Mas à felicidade, sim, seguramente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando os pais não estão juntos.

(A minha experiência, para uma querida amiga).

Quando os pais não estão juntos, eu acredito que tudo pode correr bem. Considero que o cenário ideal será o crescimento dos filhos sob o tecto partilhado de Mãe e Pai mas, se este tecto não for feliz,  saudável e real, então tudo correrá melhor num regime de separação. Bem melhor do que quando os pais estão juntos, mas mal juntos.

Na minha opinião, o melhor será, sem dúvida, que ambos estejam simultâneamente presentes na vida da criança. É a ordem natural das coisas. E rotulem-me de conservadora, mas natural, genética e socialmente existem papeis melhor desempenhados por uns do que por outros. A mãe cuida, o pai brinca. A mãe acalma, o pai disciplina, a mãe alimenta, o pai desafia. É evidente que existem excepções, e ainda bem, mas escrevo sobre o que, para mim é a generalidade. E, nas várias ocasiões da vida da criança, uns e outros papeis fazem igual falta e, se ambos estiverem presentes para colmatar estas necessidades, tanto melhor.

Mas, nem sempre tudo corre como planeamos e há que ajustar as velas e seguir um novo rumo.

Escreve-te, minha amiga, alguém que é filha de pais divorciados e que, por circunstâncias profissionais, também vive uma realidade familiar de algum afastamento, embora com contornos evidentemente diferentes do que é efectivamente uma separação entre pai e mãe. E, pela minha experiência, posso garantir-te que fui uma criança feliz e uma adolescente (dentro da natural esquizofrenia da adolescência) bastante equilibrada porque, embora não presentes na mesma casa, tanto a minha mãe como o meu pai, souberam estar presentes nos momentos certos e próprios de cada um. Se preferia tê-los tido juntos? Claro. Julgo que esta é a resposta do coração de todas as crianças. Mas fui feliz. Sou feliz. E tenho uns pais maravilhosos que estão sempre ao meu lado. E acho que isso sumariza tudo.

Verás, como aliás já estás a constatar, que pode ser francamente dificil. As crianças são extremamente perspicazes e capazes de golpes certeiros. Ouvirás agora "Quero o meu Papá", "Não gosto de ti", "Não quero estar aqui, quero ir ter com o Papá". E, por mais que nos tentemos controlar (porque racionalmente todas estas reacções são justificadas), é quase inevitável um franzir do sobrolho e uma tensão pela espinha. Não diria que te habituarás, mas sim ,que ganharás endurance para gerir estas situações.

A grande vantagem neste processo é a imensa capacidade de adaptação das crianças. Ainda nós andamos a avaliar reacções e a prever cenários, e já eles estão alinhados com o toque da nova rotina, bem mais do que nós.

Vai tudo correr bem. Saibam tu e o Pai estar ao lado da criança nos momentos certos, transmitir harmonia entre vocês e, sobretudo, zelar sempre pela felicidade de uma criança que foi gerada pelo que, de melhor, vocês tiveram juntos. Se assim for, a vossa criança ficar-vos-á grata, pelo crescimento saudável e feliz que lhe proporcionaram. Tal como eu ficarei, para sempre, aos meus pais.

Não precisas comentar.
Estarei onde precisares de mim.
Beijos!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ainda me vou arrepender disto...


Posso estar prestes a receber um novo membro na família...E concluo:
Devo estar com vontade de intercalar especialidades: ora pediatra, ora veterinário.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Maria Carros.

Estimados Avós,

Para bem do vosso ego, e visando a satisfação de retorno à vossas múltiplas ofertas e expectativa de extâse da criança ao abrir as prendas, sugiro: TROQUEM OS NENUCOS POR CARROS TELECOMANDADOS. Motas e aviões também servem.


Atenciosamente,
Quem não vos quer ver com uma grande desilusão estampada na cara...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Porque nem só de gastroenterites se vive o prenúncio do Natal.

Fonte: dofundodabarriga
Não poderia privar o meu pequeno artista de actuar na festa de Natal do Colégio. Comecei a reconhecer nele alguns sintomas esclarecedores do que por aí se avizinhava mas, ainda assim, e perante a boa disposição e entusiasmo dele, lá fomos.

É encantador como as crianças vivem esta época e, como mãe, empenho-me por alimentar cada ritual que a enriqueça e estimule a felicidade, energia e deslumbramento dos meus filhos para com esta festividade.

Foi com afinco que treinámos (que ele me ensinava diariamente) as canções que iria cantar na Festa, e nos deliciámos com cada manobra para confeccionar o nosso contributo para o cabaz da festa, umas deliciosas e divertidas bolachinhas de Natal (na imagem).

Lá fomos, ele actuou (com um comportamento exemplar), entregou a sua oferenda e regressámos com histórias para contar. Ele ficou feliz e eu cumpri a minha missão.

Fonte: dofundodabarriga

domingo, 11 de dezembro de 2011

O milagre da multiplicação.

Registo diário de doentes na casa:

- Filha;
- Filho;
- Pai.

Parece que o destino me reservou a Enfermagem, como actividade core dos meus dias.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Here we go again...


Suspeito que a Teresinha está com uma gastroenterite ou algo da mesma tenebrosa família.
Tenho um grande trauma com este bicho. O MM esteve internado, com a mesma idade, com uma gastroenterite severa e foram indiscutivelmente os mais agoniantes e desesperantes dias da minha vida.
Mais logo, visitaremos o Pediatra.
Entretanto, ela está doente - neste momento, e depois dos últimos dias, já tenho a certeza - e eu estou com um imenso nó no estômago, no coração e na cabeça.

Se dúvidas existissem... Esta é a minha missão.
Os sobressaltos com os meus filhos são como os soluços, pouco tempo nos dão para respirar.
E agora vou ali limpar a 271ª expulsão de suco gástrico.

Oi?!



- Passa da meia noite e ainda tenho emails por responder e coisas por fazer;

- Tenho uma To-Do List cheia, colorida e com poucos status Completed;

- Acordei com o Colégio alguns pares de dias para que a Teresinha lá fique mais algum tempo (mais do que o período de 2h/dia, o tempo definido para lá estar, para me libertar um pouco para mim, e também  assegurar a socialização devida para a idade); E isto porque tenho assuntos para resolver, nos quais , ela não me poderá acompanhar;

- Ontem e hoje (e prevê-se que amanhã), não cumpri a hora matinal reservada ao exercício;

- Tenho uma reunião de trabalho agendada para 6ª feira (uma gentileza do meu marido que gostaria que eu acompanhasse um Cliente dele em Portugal - esta última parte não me soou nada bem...).

Então?
Isto não estava contemplado na rescisão de contrato...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mudar de Vida.

Há nove meses tive que repensar a minha vida. Desde então encarnei o papel principal de observadora de mim, e o papel secundário de protagonista. Observei-me, ouvi-me e esmiuçei cada estado de alma. Foi um trabalho de minúcia, acompanhado ora por angústia, ora por esperança. Ao fim de nove meses, qual ciclo materno embutido em mim, emiti o veredicto: não estava feliz.

Quando refiro que não estava feliz, não significa que andasse miserável, a sofrer privações ou males maiores, não. Significa sim, que andava a dedicar o meu tempo de forma proporcionalmente inversa às minhas prioridades, e logo as minhas realizações e troféus também não reflectiam as minhas ambições. Em resumo, tempo a mais com quem desejava menos, tempo a menos para quem merece mais. Desgaste, saturação e inconformismo a mais. Paciência, disponibilidade e satisfação a menos.

E porque não sei quantas vidas viverei, decidi mudar de vida e deixar a minha actividade profissional.
O que tenho a perder? Aparentemente, dinheiro.
O que tenho a ganhar? Seguramente serenidade. A maior disponibilidade para acompanhar a minha familia (esse Bem maior), liberdade para gerir o meu tempo, oportunidade para me dedicar a projectos que ficam sempre à minha espera (uns de lazer, outros profissionais).

É um risco. Quase soa a impropério na dinastia de Troika.
Mas se não buscarmos a nossa felicidade, afinal vivemos para quê?
Eu vivo para ser feliz. E para os fazer felizes.
Esta é a minha escolha.

________________________________________________
O meu Obrigada a todas as mensagens enviadas pelasdiversas formas, a minha gratidão nunca caberá aqui.
O meu afastamento impôs-se, por um lado, pela minha necessidade de instrospeção e análise, e por não ser conveniente/adequado expor as minhas dúvidas e ponderações, por outro.

Devia este agradecimento e explicação.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Com um brilhozinho nos olhos.


Com um brilhozinho nos olhos,
Ela olha para mim, e rodopia o braço.
Exibe a minha pulseira. Faz-se vaidosa. Mostra-se feliz.
E coisa mais preciosa no mundo não há.
Tira a pulseira e oferece-ma. Com um sorrisinho nos lábios.
Sabe que lhe devolverei de seguida, e sorri com este vaivém nosso.
Irradia ternura.
Hoje soube-me a tanto.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dormir 237 horas seguidas. Precisa-se!

Não há como negar esta evidência, quando:

- Pela 4ª vez (felizmente não consecutiva), faço compras no Pingo Doce, passo todos os produtos na caixa, arrumo nos sacos e constato, perante o olhar desconfiado da operadora de caixa, que não levo a carteira Peço para me guardarem tudo, vou a casa buscar o cartão e retorno para honrar a minha compra (mas certamente já serei tida como suspeita de burla);

- Ofereço bacalhau com grão à Teresinha, e migalhinhas de pão ao Miguel Maria;

- Guardo a embalagem de pó de chocolate para o leite, no frigorífico;

- Depois do banho, troco o desodorisante por espuma do cabelo (..., sem comentários, pf...).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conversas miúdas #9

Hoje, ao jantar.

Eu: "Come tudo até ao fim, está quase."
MM: "Tudo menos os rabos!".
Eu: "?!!!... Os rabos?"- Entretento pensei se ele teria ouvido falar de rabos de bacalhau no Colégio - "Mas isso não são rabos, são lombinhos de bacalhau..."
MM: "Não!!!!! Estes rabos é que eu não quero":

(Grão... Mas, observando bem, até o entendo!)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O meu Fiel Jardineiro.


Quase todos os dias, em quase todos os sítios, ele me oferece uma flor.
Seja num parque, num prado, na avenida ou mesmo na obra.
Seja qual for o grau de dificuldade, ele encontra-as e vem ao meu encontro.
Estica-se, dobra-se, baixa-se, deita-se.
Estende o braço, estica os dedos e alcança-a.
Normalmente, são muito delicadas, frágeis e pequeninas.
À semelhança das mãozinhas que as buscam.
Vem, entusiasmado com a oferta, ter comigo.
Exibe um sorriso de orgulho pelo feito, e por adivinhar a minha satisfação.

"É  'pa  ti, Mamã."

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dress Addiction

Que eu sou uma fanática por vestidos, é um facto.
Que a minha filha tenderá a sê-lo também, é uma probabilidade a caminho da certeza.




E estes já aqui estão, pendurados e cheirosos.
À espera de a fazer ainda mais menina, mais delicada, mais irresistível.
A minha coquette Teresinha.
Todos da DOT. A minha marca de eleição para ela.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Não exageremos...

Hoje, em conversa com um pintor que levei à obra para me dar um orçamento:

"Se fosse comigo, eu nem sei, menina. Olhe, sei, sei sim! Dava-lhe um tiro! Um tiro e era pouco!" (Isto a propósito de algumas imperfeições que estão por corrigir...).

Pronto, é isto que uma pessoa se arrisca a ouvir por falar com estranhos.
Isto e um medo a subir-me pela espinha, ao imaginar o que me aconteceria se, naquele momento, lhe disse-se: "Pois, de facto não tem o perfil que procuramos...".
Um medo. Um medo e era pouco!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ter pulso.


Primeiro é o papel-do-papel-do-papel-do-papel. Depois a fortuna para pagar à onça de papel. Entretanto a retroescavadora que parou a meio caminho. Conta-se também com feriados e pontes e férias. E afinal o material encomendado está esgotado. Ah, e para compôr o processo, chega a crise, e a troika, e o crédito mal-parado. E, um construtor consumido pelas contas. Ah, e nós, clientes, que não pagamos serviço em regime de pré-pagamento. Adivinha-se facilmente um intervalo infeliz para esta história: obra parada.

Há agora que estabelecer novos contactos, visitar fornecedores, negociar directamente preços e materiais, e assumir o controlo do trabalho. Assim mesmo, num mano-a-mano, sem margem para derrapagens.

Construir uma casa é um processo inspirador. E acredito que o momento do "chave na mão" se assemelhe a um parto, esquecemos todas as dores e exibidos um rasgado sorriso de satisfação. Mas, caras amigas e amigos, é preciso ter muita endurance e, sobretudo pulso, pulso firme.
E é isto, vamos a obras.

Caso me vejam adoptar um estilo diferente, um pulso mais firme, cicatrizado e ornamentado por pulseiras de metal com caveiras, correntes, picos e argolas, já estarão contextualizados. Isto com missangas, não vai lá.

sábado, 3 de setembro de 2011

A eterna relação do Amor com o Estômago.


Enternecido, ele olha para ela e diz com voz doce:
- "Minha hamburguerzinha..."
Questionei-o para me certificar se teria entendido bem.
- "Sim Mamã, a mana é a minha hamburguer!".

E logo ele, que tem um estomâgo pequenino e selectivo...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não me apetece.

Está tudo bem por cá.
Existiram algumas alterações, significativas, sim.
Vão existir mais. Mas estamos a encaixar-nos.
Por estas, perdi algum do meu tempo livre. Ou a vontade de escrever, quando surge um escasso tempo livre. E porque não faço (quase) nada por obrigação.
Os miúdos estão espantosos.

Comecei este Blog, porque me apetecia (título do primeiro post).
Ultimamente não tenho escrito, porque não me apetece.
Quando me voltar a vontade, o que pode acontecer imprevisivelmente amanhã, volto aqui.

Beijos e obrigada pelas mensagens (a elas devo este Post).

domingo, 26 de junho de 2011

Piquenique.

Está demasiado bom tempo para se ficar em casa.
As estradas estão cheias de filas para a praia.
As praias estão cheias de gente.

E o que fazer se não se quer ficar em casa, nem se meter no meio da gente?
Improvisar. Um piquenique em plena obra.


É tudo uma questão de atitude.


sábado, 25 de junho de 2011

'Tá bem?... Pronto.


Vá, já chega de conversa miúda e agora vamos dormir um "bocaguinho" 'tá bem? Pronto...

*Uma das muitas vantagens de se ter filhos tão pequeninos, é poder apreciar estas conversas. Estes sim, dialectos de ternura.